Sistema de dominação que organiza a sociedade a partir de hierarquias raciais, econômicas e políticas herdadas da colonização, usando a raça como critério fundamental de classificação social.
Também formulado por Aníbal Quijano, especialmente em "Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina" (2000), esse conceito explica como a classificação racial da população tornou-se um fundamento do capitalismo moderno. Para Quijano, raça não é uma categoria biológica, mas uma construção histórica criada para legitimar a exploração colonial e as desigualdades sociais. Ela divide a humanidade em grupos com diferentes níveis de humanidade e capacidade, o que justifica a hierarquização do trabalho e do poder.
A colonialidade do poder não opera apenas nas relações econômicas: ela estrutura também o Estado, o direito, a ciência e a cultura. No Brasil, ela se manifesta nas desigualdades raciais persistentes no mercado de trabalho, no encarceramento, na saúde e na educação. Na escola, ajuda a compreender por que determinados saberes, autores e perspectivas aparecem como centrais, enquanto outros permanecem invisíveis ou subalternizados.