Perspectiva epistemológica que compreende a realidade como uma rede dinâmica de relações interdependentes, propondo uma reforma do pensamento capaz de articular o que o pensamento fragmentado separou.
O principal teórico da complexidade é o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, especialmente em *O método* (6 volumes, 1977-2004) e *Os sete saberes necessários à educação do futuro* (1999). Morin critica o pensamento fragmentado e disciplinar que domina a ciência moderna, o qual separa o que na realidade está profundamente interligado: natureza e sociedade, razão e emoção, ciência e cultura, parte e totalidade. Essa fragmentação produz um conhecimento especializado que resolve problemas técnicos, mas é incapaz de compreender os problemas complexos do mundo contemporâneo.
A complexidade tornou-se uma das bases epistemológicas da Educação Ambiental Crítica e dos estudos sobre sustentabilidade. Na educação, convida à reorganização disciplinar, à valorização do conhecimento contextualizado e à formação de um pensamento capaz de lidar com a incerteza, a contradição e a multiplicidade. Ao mesmo tempo, autores críticos advertem que a complexidade pode ser esvaziada de seu potencial transformador se for utilizada sem uma análise rigorosa das relações de poder que produzem as crises que precisamos enfrentar.