Forma de organização social baseada na coletividade, na cooperação e na responsabilidade compartilhada, desenvolvida por povos indígenas latino-americanos como alternativa ao individualismo capitalista.
A comunalidade tem origem nos pensamentos de intelectuais e ativistas indígenas mexicanos, especialmente Jaime Martínez Luna e Floriberto Díaz, que sistematizaram as práticas coletivas dos povos zapotecas de Oaxaca. Seus princípios incluem o trabalho comunitário, a ajuda mútua, a gestão coletiva do território, a participação social e a responsabilidade de cada indivíduo pelo bem-estar da comunidade. Na comunalidade, a identidade pessoal é inseparável da pertença comunitária e do território.
A comunalidade contrapõe-se ao individualismo e à mercantilização das relações sociais que o capitalismo impõe. Ela propõe que a organização coletiva e o cuidado mútuo são formas mais sustentáveis e humanas de organizar a vida do que a competição e a acumulação individual. Na educação, o conceito inspira práticas pedagógicas que valorizam a cooperação, a participação comunitária e o enraizamento cultural dos estudantes em seus territórios.