Campo de estudos que analisa as atividades de cuidado como parte fundamental da economia e da reprodução social, questionando sua invisibilidade nas análises econômicas tradicionais.
A economia do cuidado questiona a separação entre economia e vida cotidiana, mostrando que a produção de riqueza depende do trabalho de cuidado que ocorre fora dos mercados. Nancy Fraser afirma que o capitalismo vive uma crise do cuidado porque necessita desse trabalho para se reproduzir, mas o desvaloriza e precariza continuamente. A economista feminista Amaia Pérez Orozco, em *Subversão feminista da economia* (2014), aprofunda essa crítica ao propor que a centralidade do lucro seja substituída pela centralidade da sustentabilidade da vida.
A economia do cuidado inclui atividades remuneradas e não remuneradas: desde o trabalho doméstico não pago até as profissões de cuidado frequentemente mal remuneradas, como enfermagem, educação infantil e assistência social. Essas atividades são majoritariamente exercidas por mulheres, sobretudo mulheres negras e migrantes. Reconhecer o cuidado como atividade econômica central implica reorganizar prioridades sociais e políticas públicas de forma fundamental.