Perspectiva econômica que coloca a sustentabilidade da vida no centro da análise econômica, criticando a invisibilidade do trabalho de cuidado e propondo modelos orientados pela reprodução humana e não pelo lucro.
A economia feminista critica a economia tradicional por ignorar atividades essenciais como cuidado, afeto e reprodução social, tratando-as como externas ao campo econômico. Autoras como Amaia Pérez Orozco (*Subversão feminista da economia*, 2014) e Cristina Carrasco (*El trabajo de cuidar*, 2001) propõem modelos econômicos orientados pelo que denominam reprodução ampliada da vida, em que o critério de eficiência não é o lucro, mas a capacidade de manter e expandir as condições que tornam a vida humana possível e digna.
A economia feminista articula gênero, classe e ecologia, questionando tanto a divisão sexual do trabalho quanto a subordinação da natureza aos interesses do capital. Ela tem influência crescente nos debates sobre políticas sociais, renda básica, reforma tributária e organização do Estado, argumentando que qualquer projeto de sociedade que ignore o trabalho reprodutivo e de cuidado está construído sobre uma base profundamente desigual.