Modelo econômico baseado na extração intensiva de recursos naturais para exportação e acumulação de capital, que produz conflitos territoriais, desigualdade social e crise ecológica.
O extrativismo inclui mineração, extração de petróleo, madeireirismo, monoculturas de exportação e agronegócio. Eduardo Gudynas, em *Extractivismos* (2015), analisa como esse modelo organiza as economias latino-americanas em dependência histórica da exportação de matérias-primas, reforçando a colonialidade econômica. O extrativismo produz riqueza concentrada nos países do centro e nas elites locais, enquanto distribui os custos ambientais e sociais sobre as populações que habitam os territórios explorados: indígenas, quilombolas, camponeses, ribeirinhos e comunidades periféricas.
O extrativismo está no centro dos conflitos territoriais contemporâneos, da violência contra lideranças ambientais e dos impactos das mudanças climáticas nas populações mais vulneráveis. Na educação, o tema convida a analisar a história econômica do Brasil e da América Latina, a compreender as disputas territoriais como disputas de poder e a conectar a crise ambiental com as estruturas econômicas que a produzem.