A estrutura interligada de opressões que organiza as relações de poder em uma sociedade, na qual raça, gênero, classe e sexualidade não atuam isoladamente, mas formam um sistema integrado.
O conceito foi desenvolvido por Patricia Hill Collins em *Black Feminist Thought* (1990). Collins demonstra que cada indivíduo ocupa posições específicas nessa matriz, podendo experimentar simultaneamente privilégios e opressões a depender do eixo considerado. Uma mulher branca, por exemplo, pode ser oprimida pelo gênero e privilegiada pela raça ao mesmo tempo. Essa posicionalidade múltipla é o que torna necessária uma análise relacional do poder.
A teoria permite compreender as desigualdades de forma histórica e estrutural, superando explicações que tratam cada forma de opressão como algo separado. Na educação, a matriz de dominação convida a questionar quem está representado nos currículos, quem ocupa os espaços de poder nas instituições escolares e quais vozes permanecem sistematicamente ausentes.