A ideia de que a modernidade europeia e a colonização são processos inseparáveis: a riqueza, a ciência e o desenvolvimento modernos foram construídos sobre a exploração colonial.
Esse é o eixo central do grupo Modernidade/Colonialidade, formado por Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Arturo Escobar, Enrique Dussel, Catherine Walsh e outros pesquisadores latino-americanos. Para esses autores, não é possível compreender a modernidade sem a colonialidade: a Revolução Industrial, o Iluminismo e a ciência moderna emergiram simultaneamente à escravização de povos africanos, ao saque das riquezas americanas e ao genocídio de populações indígenas. A modernidade não é apenas um projeto emancipatório, mas também um projeto de dominação.
A referência central do grupo é a obra de Quijano sobre a colonialidade do poder, complementada pelos trabalhos de Mignolo sobre a colonialidade do saber e de Maldonado-Torres sobre a colonialidade do ser. Para fins pedagógicos, a perspectiva modernidade/colonialidade permite reinterpretar a história a partir das experiências dos povos colonizados e construir currículos mais plurais, que reconheçam os custos humanos e ecológicos sobre os quais o mundo moderno foi edificado.