Definição
Conceito de Zygmunt Bauman para a fase contemporânea da modernidade, em que laços, instituições e identidades se tornaram fluidos e provisórios, deixando os indivíduos mais livres e, ao mesmo tempo, mais inseguros.
A modernidade líquida é o conceito mais conhecido do sociólogo polonês-britânico Zygmunt Bauman, desenvolvido no livro homônimo Modernidade líquida (2000) e em diversas obras seguintes. Bauman contrapõe uma modernidade sólida, marcada por estruturas duradouras, a uma modernidade líquida, em que tudo o que era estável se dissolve.
Nessa fase, o trabalho, os vínculos afetivos, as identidades e as instituições perdem solidez e passam a mudar de forma constantemente, como um líquido que não conserva contorno. O resultado é ambíguo: os indivíduos ganham liberdade e flexibilidade, mas também perdem segurança, referências e proteção coletiva, o que alimenta o medo e a sensação de precariedade.
Bauman analisou os efeitos disso sobre o consumo, o amor, o medo e a política. No NEXO, a modernidade líquida ajuda a nomear a incerteza do presente e seus impactos sobre a educação e a vida em comum.