Compreensão de que existem muitos mundos, racionalidades e modos legítimos de existência coexistindo simultaneamente, em contraposição ao universalismo eurocêntrico que impõe uma única visão de mundo.
O conceito é desenvolvido pelo antropólogo colombiano Arturo Escobar, especialmente em *Designs for the Pluriverse* (2018), e circula amplamente nas perspectivas decoloniais. Enquanto o universalismo europeu afirma que há um único caminho de desenvolvimento, racionalidade e civilização, a pluriversidade sustenta que o mundo é constituído de múltiplas formas de vida, conhecimento e organização social, todas igualmente legítimas em seus próprios termos.
A pluriversidade não significa relativismo absoluto, mas o reconhecimento de que a diversidade cultural, ecológica e epistêmica é uma riqueza a ser protegida, e não uma deficiência a ser corrigida. Ela se relaciona diretamente com o Bem Viver, com a Educação Ambiental Crítica e com as perspectivas decoloniais, todas comprometidas com a construção de futuros que não reproduzam a hierarquia colonial. Na educação, a pluriversidade convida a pensar currículos que ampliem radicalmente o campo do que é considerado conhecimento válido e experiência humana relevante.