O ato social em que os possuidores de mercadorias se reconhecem como donos e trocam. Daí brota a necessidade do dinheiro.
Verbete por Laís Machado Ribeiro Luz
Mercadorias não andam sozinhas. Quem as leva ao mercado são pessoas, e para trocar elas precisam se reconhecer como donas do que têm e aceitar o negócio. O processo de troca é esse ato social: pressupõe propriedade privada e vontade, ao menos na aparência, e é aí que nasce, no plano mais simples, a figura do indivíduo proprietário, igual a qualquer outro diante do mercado.
O que o NEXO destaca é que essa igualdade é real só na superfície, e é justamente ela que esconde a desigualdade que vem depois, quando descobrirmos quem só tem a própria força de trabalho para vender. Além disso, é da contradição da troca, em que cada um quer o que o outro tem, que surge a necessidade de uma mercadoria comum para medir e intermediar tudo: o dinheiro. No NEXO, este verbete liga mercadoria, dinheiro e fetichismo da mercadoria.