Nova forma de organizar a sociedade baseada nos limites ecológicos e na justiça social, em contraposição à racionalidade econômica tradicional orientada pelo lucro e pela exploração ilimitada da natureza.
O conceito foi desenvolvido pelo sociólogo mexicano Enrique Leff, especialmente em *Epistemologia ambiental* (2001) e *Racionalidade ambiental* (2004). Leff critica a racionalidade econômica tradicional por tratar a natureza como recurso ilimitado disponível para a acumulação de capital, ignorando os limites ecológicos do planeta e os custos sociais da destruição ambiental. A racionalidade ambiental propõe integrar economia, ecologia, cultura, política e ética, reconhecendo que a sustentabilidade não é apenas um problema técnico, mas uma questão de valores e de poder.
Para Leff, construir uma racionalidade ambiental exige um diálogo de saberes que inclua os conhecimentos dos povos indígenas, camponeses e comunidades tradicionais, que desenvolveram ao longo de séculos formas de relação com a natureza baseadas no equilíbrio e na reciprocidade. Na educação, o conceito aponta para a necessidade de formar sujeitos capazes de questionar os paradigmas dominantes e de construir outras formas de organização social e econômica.