Forma de racismo que desqualifica os conhecimentos produzidos por grupos racializados e privilegia epistemologias eurocêntricas, mantendo hierarquias de saber que reproduzem a colonialidade.
O conceito é discutido por autores como Nelson Maldonado-Torres e Ramon Grosfoguel, além de intelectuais brasileiros como Sueli Carneiro. Ele explica por que determinados autores, experiências e saberes permanecem ausentes dos currículos e das universidades, enquanto outros são tratados como universais e indispensáveis. O racismo epistêmico não é apenas uma questão de representação: ele tem consequências práticas, pois determina quais conhecimentos recebem financiamento, publicação e reconhecimento institucional.
O racismo epistêmico é um dos mecanismos centrais que produzem o epistemicídio. Ele opera de forma sutil nas práticas cotidianas das instituições de ensino, nas listas de referências bibliográficas, nas bancas de avaliação e nos padrões de excelência acadêmica. Combatê-lo exige mais do que incluir autores negros ou indígenas pontualmente: requer questionar os próprios critérios pelos quais o conhecimento é avaliado e legitimado.