Princípio segundo o qual a economia deve estar orientada para a manutenção e expansão das condições que tornam a vida possível, colocando o cuidado, a saúde, a educação e a sustentabilidade ecológica no centro das decisões sociais.
Essa noção é desenvolvida por autoras feministas e ecofeministas, entre elas Amaia Pérez Orozco (*Subversão feminista da economia*, 2014) e Yayo Herrero, que criticam a centralidade da acumulação de capital na organização econômica. A reprodução ampliada da vida coloca no centro o cuidado, a alimentação, a educação, a saúde, a preservação dos bens comuns e a sustentabilidade ecológica, propondo que a eficiência econômica seja medida pela capacidade de sustentar e expandir essas condições, e não pelo crescimento do PIB.
Diferentemente da lógica capitalista, que busca a expansão do lucro mesmo à custa da destruição de vidas e ecossistemas, essa perspectiva propõe a expansão das condições materiais, sociais e ecológicas necessárias para que a vida floresça em todas as suas dimensões. Na educação, implica pensar a escola não apenas como espaço de formação para o mercado de trabalho, mas como espaço de formação de sujeitos capazes de cuidar de si, dos outros e do planeta.