Perspectiva que compreende os fenômenos como partes interligadas de um sistema maior, no qual os elementos se influenciam mutuamente e não podem ser compreendidos isoladamente.
A abordagem sistêmica rompe com explicações fragmentadas e lineares da realidade. Em vez de analisar os fenômenos separados, busca compreender as relações, as interdependências e as dinâmicas que os constituem. Nos estudos ambientais, essa perspectiva foi amplamente difundida pelo físico austríaco Fritjof Capra, em *O ponto de mutação* (1982) e *A teia da vida* (1996), onde argumenta que os problemas ecológicos, sociais e econômicos estão profundamente conectados e não podem ser solucionados de forma isolada.
Na educação, uma visão sistêmica permite compreender que questões como desigualdade social, crise ambiental, racismo, gênero e economia fazem parte de uma mesma totalidade histórica e social. Entretanto, algumas críticas apontam que determinadas abordagens sistêmicas podem enfatizar excessivamente a harmonia dos sistemas e negligenciar os conflitos, as relações de poder e as desigualdades estruturais. Por isso, autores críticos buscam articular a perspectiva sistêmica com análises históricas e políticas, compreendendo os sistemas como espaços de disputa, transformação e resistência.