Atividades socialmente necessárias que permanecem pouco reconhecidas ou não remuneradas, majoritariamente realizadas por mulheres no ambiente doméstico e comunitário.
Grande parte do trabalho invisível ocorre dentro das famílias e comunidades: cozinhar, limpar, educar crianças, cuidar de idosos e doentes, mediar conflitos, manter redes de apoio. Silvia Federici demonstra que a invisibilidade desse trabalho não é acidental, mas parte do funcionamento do capitalismo, que depende dele para se reproduzir sem precisar pagá-lo. A invisibilização opera por meio de discursos que naturalizam o cuidado como vocação feminina, apresentando-o como extensão do amor e não como trabalho.
O conceito conecta-se à crítica da divisão sexual do trabalho e à análise da reprodução social, mostrando como certas formas de contribuição para a vida coletiva são sistematicamente desvalorizadas. Reconhecer o trabalho invisível é o primeiro passo para redistribuí-lo de forma mais justa entre gêneros, classes e gerações, e para construir políticas que garantam suporte social adequado para quem o realiza.