Para quem ensina, Ana Maria Gonçalves mostra que a literatura ensina história de um jeito que o livro didático não alcança: pela experiência de quem viveu. Um Defeito de Cor leva a sala de aula à perspectiva da pessoa escravizada, e não do colonizador, e transforma o ato de assumir a própria identidade em ponto de partida para pensar raça, gênero e memória no Brasil.Por que importa
A obra surge no movimento de afirmação da literatura negra brasileira das décadas de 2000 e 2010, ao lado de autoras como Conceição Evaristo. Recupera episódios reais como a Revolta dos Malês (1835), em Salvador, e dialoga com a lenda de Luísa Mahin. Em 2022 inspirou uma exposição no Museu de Arte do Rio, e em 2024 foi enredo da Portela no Carnaval, sinal do seu alcance muito além da página.
Biografia(expandir)
Ana Maria Gonçalves nasceu em 1970, em Ibiá (MG). Depois de trabalhar como professora e publicitária, dedicou-se à literatura em Itaparica (BA).
Seu romance Um defeito de cor (2006) reconstrói, em mais de novecentas páginas, a vida de Luísa Mahin e a história da escravidão e das revoltas negras no Brasil do século XIX, como a Revolta dos Malês. A obra recebeu o Prêmio Casa de las Américas e é considerada uma das mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Gonçalves foi eleita para a Academia Brasileira de Letras.
No NEXO, ela é referência de literatura, memória e reparação histórica.
Conceitos
Autoras relacionadas
Trilhas
Ana Maria Gonçalves, no Atlas vivo do NEXO.
