Forma de pensamento que reduz a diversidade de conhecimentos e impõe uma única visão de mundo como universal, eliminando outras racionalidades e saberes.
O conceito foi criado por Vandana Shiva em *Monoculturas da mente* (1993). Segundo a autora, a monocultura não ocorre apenas na agricultura, onde a substituição de variedades locais por cultivares uniformes empobrece a biodiversidade e aumenta a vulnerabilidade dos sistemas alimentares. Ela ocorre também no campo do conhecimento, quando apenas a ciência ocidental moderna é reconhecida como legítima, eliminando saberes indígenas, camponeses e populares. As duas monoculturas se reforçam: a monocultura agrícola depende da monocultura da mente, que a justifica como progresso.
Shiva mostra que a diversidade de conhecimentos e de espécies são igualmente fundamentais para a vida. Destruir essa diversidade, seja nos campos ou nas bibliotecas, empobrece a capacidade humana de criar, adaptar e sobreviver. O conceito dialoga diretamente com a ecologia de saberes e com a crítica ao epistemicídio, contribuindo para uma educação que valorize a pluralidade de formas de compreender o mundo.