A crise ambiental é também uma crise do conhecimento que nos ensinou a tratar a natureza como coisa.NEXO · Atlas
Enrique Leff desloca a pergunta ecológica para um lugar inesperado: o conhecimento. Antes de destruir a natureza, foi preciso aprender a vê-la como mero recurso.
Saber Ambiental propõe uma epistemologia da questão ambiental. Para Leff, a racionalidade econômica que domina o mundo reduz tudo a valor de mercado e produtividade. A saída passa por uma outra racionalidade, a ambiental, e por um diálogo entre diferentes formas de saber.
A racionalidade que vira tudo recurso
A ciência moderna e a economia trataram a natureza como objeto a ser medido, dominado e explorado. Essa racionalidade trouxe poder técnico, mas cegou-se para os limites e para a complexidade da vida. A crise ecológica é o preço dessa cegueira.
Racionalidade ambiental e diálogo de saberes
Leff propõe construir uma racionalidade ambiental, que reconhece a complexidade e os limites da natureza. E aposta no diálogo de saberes: o conhecimento científico conversando, em pé de igualdade, com os saberes populares e tradicionais dos povos que vivem da terra.
Uma base teórica densa
O NEXO reconhece a densidade da obra: Leff é abstrato e exigente, e nem sempre fácil. Mas é uma das fundações do pensamento ambiental latino-americano, e a ideia de que precisamos mudar a forma de conhecer, e não só de consumir, segue urgente.
Uma forma de pensar que reconhece os limites e a complexidade da natureza, contra a racionalidade só econômica.
O encontro, sem hierarquia, entre o saber científico e os saberes populares e tradicionais sobre a terra.
A crítica de Leff à racionalidade econômica dialoga com a recusa ecossocialista de tudo medir pelo lucro.
Saber Ambiental ensina que não há solução técnica para uma crise que é, na raiz, uma crise de sentido e de saber. Repensar o conhecimento é parte de repensar a relação com a natureza.
Trilha Educação Ambiental Crítica.
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